quinta-feira, 3 de junho de 2010

CORPOS ARDENTES




Mãos que se misturam em corpos ardentes

descortinando desejos e mil anseios

Bocas se misturam a músculos e seios

E o coração pulsando em forma latente



E se os lençois da cama vimos a frente.

Na hora da entrega, sem culpa ou anseios

Nos dois, como loucos, buscamos meios

Onde nós nos damos por completamente



Mas depois do amor, corpos extenuados

Corações batendo, mansos compassados

Pouco importa aquilo que se dá la fora,



De uma relação que é mansidão e calma

Restam de nos dois as nossas duas almas,

A vaguear juntinhas pelo mundo afora.

(Graciela da Cunha e Jenario de Fátima)

Nenhum comentário:

Postar um comentário